Campanha política mesmo, só agora
Alexandre Costa | 17 de agosto de 2010Durante 39 dias “úteis”, de hoje a 30 de setembro, acontece, “a campanha eleitoral que vale” – a da televisão, aquela que todo mundo assiste, nem que for pra conferir as bizarrices que aparecem. Segundo dados do Programa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD) de 2008, ela pode chegar a 54,7 milhões de domicílios – os 89% do total do País onde há uma TV instalada. Como esses programas conseguem manter ligados, em média, cerca de 50% de aparelhos, pode-se dizer que as mensagens dos candidatos podem entrar, todo dia, em algo como 27 milhões de casas. “Podem” porque em 8,2 milhões deles também há TV paga.
Essa força toda vem de longe – nos anos 70, a TV podia não ter o mesmo peso de hoje, mas já era decisiva. Por isso ninguém se surpreendeu quando, em 1976, a ditadura baixou a lei 6.339, dita Lei Falcão – que resumia a propaganda a uma rápida mensagem com nome do candidato, seu partido, o número de registro e uma pequena foto. A ideia dos quartéis, claro, era impedir a circulação de ideias perigosas.


































