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Após debate, aliados usam Twitter para analisar desempenho de candidatos

Alexandre Costa | 6 de agosto de 2010

Se o Twitter viesse com manual de instruções para políticos, as instruções desta quinta-feira indicariam algo mais ou menos assim: “Ressalte o lado bom de seu candidato, ataque os tropeços do rival”. Os três candidatos estiveram com seus nomes no Trendings topics durante o debate.

Após o debate da TV Bandeirantes, aliados dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) usaram o microblog para analisar o desempenho dos candidatos.

No Twitter dos aliados de Serra, eram comuns menções a uma Dilma nervosa e gaguejante. Plínio como sendo o candidato engraçado e Serra sempre feliz, era só sorrisos. Para todos os casos, quem era o oposição falou bem de Dilma, quem não era falava bem de Serra.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, fez a seguinte análise: “Serra arrasou, passou mais fluência e confiança. Dilma fala em círculos, sempre a mesma coisa. Ficou claro que Dilma não é Lula”.

Para Guerra, “não há dúvida” de que Serra venceu o debate. “Estamos orgulhosos do nosso candidato, nos animou ainda mais”, escreveu.

Marta Suplicy, candidata do PT paulista ao Senado, disse que o saldo negativo do debate ficou com o candidato tucano. “Serra terminou com um discurso de derrotado, e Dilma, com um discurso da esperança e do futuro”.

Concorrente de Marta na disputa pelo Senado, o tucano Aloysio Nunes, não deu muito crédito à participação dos candidatos do PV e PSOL. “Marina é boazinha; Plínio Arruda, brilhante socialista utópico para quem socialismo é distribuição de renda. Impacto sobre eleições tende a zero.”

O senador Cristovam Buarque (PDT) adotou tom mais melancólico. “Assistindo ao debate da Band, me senti como um jogador amarrado no banco de reservas.”

Fonte: Folha
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Brasil, debate, eleições 2010, política, twitter
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Manifestação pró Ficha Limpa em Brasília

Alexandre Costa | 3 de agosto de 2010

Nesta quarta-feira, dia  04 haverá manifestação em frente ao TRE/DF, para garantir o cumprimento da Lei 135/2010 – Ficha Limpa.

A manifestação pró Ficha Limpa foi marcada nesta data por ser véspera do último dia para que os tribunais regionais eleitorais respondam aos pedidos de impugnação de candidaturas dos “fichas sujas”. A concentração dos manifestantes, organizados pelo comitê do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) do Distrito Federal, será às 16h em frente ao Memorial JK, no Eixo Monumental. Às 17h, eles seguirão até a entrada do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/DF).

Todo apoio à lei, por um Brasil melhor!

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corrupção, eleições, ficha limpa, impugnação de candidatura, manifestação, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
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Romeu Tuma apóia Alexandre Costa

Alexandre Costa | 30 de julho de 2010

O senador fez este depoimento no lançamento da minha candidatura em Rio Preto, dia 17 de julho.

O Diretório Regional do PTB na área de São José do Rio Preto cresceu com a coordenação do Alexandre Costa.

Ele, como pessoa ligada ao ensino, e consequentemente aos jovens, trouxe novas ideias para o partido e abriu suas portas para debate aberto e democrático com toda a sociedade de Rio Preto e região. Agregou sua experiência de educador ao ambiente político. Educação é um fator importante para construir um Brasil melhor.

Contamos com a presença do Alexandre na Câmara Federal.

Romeu Tuma

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Brasil Melhor, Câmara Federal, candidato a deputado, deputado federal, educação, PTB, Romeu Tuma, senador
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PT e PSDB: dois projetos

Alexandre Costa | 29 de julho de 2010

Existem duas forças principais e conflitantes em deslocamento pelo país e em busca de se realizarem concretamente por meio do poder político e econômico (PSDB e PT). Poderíamos dizer que se trata das forças do atraso e da modernidade no que isso significa de melhor e pior nelas. Mas dizer isso não seria dizer muita coisa, uma vez que as forças do atraso e da modernidade vestem roupas diferentes em cada época histórica.

Fiquei pensando sobre isso depois de assistir a uma matéria veiculada pela TVTEM sobre a conferência em que promotores de justiça orientavam dezenas e dezenas de diretores de escolas e professores, em várias cidades do Estado de São Paulo (PSDB), sobre como se comportarem em relação a alunos violentos. Algo como: “Fazer B.O. envolve alguns procedimentos básicos…”.

Ora, num momento em que está claro a quem queira ver que não há saída de nenhum tipo que passe ao largo da educação, num momento em que as forças que separam os países estão se dando especialmente pelas linhas de produção de conhecimento, no Brasil o melhor que estamos vendo nos intramuros escolares é a justiça orientando docentes e diretores sobre como se relacionar com – ou seria comprometer? – alunos “problemáticos”.

Ao mesmo tempo em que o discurso neoliberal (PSDB) – o discurso de que o mercado resolve absolutamente tudo – faz água por todo canto do mundo e os seus estandartes estão largados pelas estradas, por aqui ele se renova num discurso cabisbaixo, mas raivoso (vide a revista VEJA), por meio de uma prática que visa excluir ainda mais quem ainda não foi totalmente jogado para fora. Ou como deveríamos entender a invasão pela polícia da favela de Paraisópolis em São Paulo, da maneira hedionda como ocorreu?

A liquefação da economia financeira mundial impõe aos países outros rumos, que não sejam as “delícias” do mercado financeiro, isso coloca em campo, em cada país, as forças que disputam espaço para saber quem determinará, a partir de agora, esses mesmos rumos. A luta no Brasil, não se engane, será no pós-Lula (pós-Lula?) entre duas forças preponderantes que pensam o país. De um lado, representado pelo PT mas não apenas ele, a partir de um projeto de soberania e autonomia, vinculado a riquezas e potências que carregamos como nação e tudo isso carreado em nome da construção de um país mais justo e igualitário. E, de outro lado, representado pelo PSDB e enfileirando as forças políticas reacionárias e uma parte da conservadora para reverter os rumos do país na direção já decadente, vide as cris es gregas, americanas e assemelhadas, e por aqui trilhado nas décadas de 80 e 90, de continuidade do projeto de privatização dos recursos naturais, de privatização do conhecimento por meio do abandono da Escola e da Universidade Pública, do abandono das cidades e de sua gente por meio do fracionamento do solo urbano via especulação imobiliária dividindo o meio urbano em condomínios high tech de um lado, e favelas analógicas de outro.

Em cada cidade, em cada estado, e pelo país todo, essa é a composição de forças que se embate neste momento histórico. A eleição de 2010 é o ponto de largada em que se definirá quem são e para quem governam e qual, fundamentalmente, é o projeto que será posto em andamento ou, continuado, a partir de agora. Repetindo, um projeto que insiste com o discurso e a prática, decadente por todo lado, do neoliberalismo, ou a construção de outra possibilidade de nação em que as pessoas, suas cidades e sua gente não sejam abandonadas à própria sorte, como se encontram ainda hoje muitas milhões.

Os sinais de uma coisa e outra já sabemos o que são e no que podem se transformar. Alunos queimando escolas e atacando violentamente professores nas periferias, como se vê também em São Paulo; cidades transformadas em campo de guerra onde vive quem se blinda; uma realidade onde poucos tudo podem e a maioria nada consegue, e outra parte não sabe se terá amanhã o que ainda tem hoje. Esse é o trailer do filme que pode rodar se não tivermos em conta a importância das escolhas que faremos nos próximos meses e anos.

O que estamos vivendo mais uma vez como nação é a encruzilhada entre melhorar e piorar, e os que defendem uma coisa e outra estão espalhados pelo país e mostrando a cara.

Por Luciano Alvarenga, sociólogo

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Maluf não poderá concorrer à reeleição para deputado federal

Alexandre Costa | 29 de julho de 2010

Para aqueles que afirmaram que a Lei da Ficha Limpa não sairia do papel, a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) impugnou nesta quarta-feira a candidatura à reeleição do deputado federal Paulo Maluf (PP) com base na Lei. Quem diria, Paulo Maluf está fora, pelo menos por enquanto, das eleições de outubro. Sabemos que muitos candidatos irão recorrer contra as impugnações, mas a inelegibilidade, se confirmada, poderá ser aplicada mesmo que um candidato já tenha assumido o cargo. E tem mais, o eleitor está atento. A probabilidade de um candidato com “ficha suja” se eleger já não é mais a mesma.

A impugnação ocorreu devido a uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na segunda-feira, de não acatar recurso (embargo de declaração) apresentado pela defesa do deputado contra a condenação por participação em esquema de superfaturamento na compra de frangos em 1996, quando Maluf era prefeito de São Paulo. Em abril, o tribunal reverteu decisão que havia inocentado o parlamentar das acusações. Ainda tramita no TJ-SP outro recurso da defesa (embargo infringente).

Além de Maluf, outros candidatos podem sofrer impugnação da Procuradoria Eleitoral. O prazo para o PRE-SP pedir o veto de candidatos do terceiro edital termina hoje. Desde o início de julho, a Procuradoria Eleitoral impugnou 802 candidaturas de um total de mais de 1,4 mil pleiteantes. Com as contestações em mãos, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) tem até o dia 19 de agosto para julgar a situação dos candidatos, inclusive em caso de recurso.

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Brasil, eleições 2010, impugnado, Maluf, política
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