Redes elétricas inteligentes e a racionalização do uso de energia
Alexandre Costa | 11 de março de 2010O coordenador da campanha de Energias renováveis do Greenpeace fala sobre a integração de fontes energéticas descentralizadas em entrevista concedida à IHU On-Line.
O debate sobre uso racional está na pauta do dia e a discussão precisa ganhar as ruas e as telas dos computadores, das TVs, páginas dos jornais e outros becos, pois neste país as coisas só acontecem a favor da sociedade quando ela se mobiliza.
A discussão é bem apropriada neste momento em que o governo anunciou a liberação da licença ambiental (publicada no dia 1º de fevereiro de 2010) para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), e já definiu que o leilão para definir quem construirá a usina acontecerá dentro de 60 dias (observe que o prazo coincide com o calendário eleitoral).
É preciso considerar que questões para avaliar o impacto da obra ainda não estão esclarecidas. Uma delas é o parecer técnico do Ibama de novembro de 2009, não divulgado na internet, que denunciou pressão política da Presidência da República para liberar a obra e indicou estudos superficiais sobre impacto ambiental deste que é o maior empreendimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Será que a idéia de construir a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, não é apenas conseqüência de quem tem visão centralista de mundo?
Uma rede de transmissão de energia que utiliza um sistema de monitoramento do fluxo a partir de tecnologia digital. Esta é a proposta das redes elétricas inteligentes, assunto da entrevista, realizada por e-mail, com Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace. …























