O Brasil e a Copa
Alexandre Costa | 15 de junho de 2010Sócrates excluiu o Brasil da sua lista de favoritos para ganhar a Copa do Mundo de 2010 e disse que a seleção terá dificuldades já na primeira fase do torneio.
Há dias vi esta entrevista do eterno capitão da seleção brasileira, concedida à BBC Brasil. Admirado por sua inteligência, ele apresenta uma visão crítica sobre os descaminhos do futebol e os eventos internacionais, que podem gerar oportunidades importantes para os países que os sediam. Coisas para se pensar sériamente. Hoje nas relações da África com o mundo. Logo mais será a vez do Brasil, em 2014 com a Copa, e 2016 com as Olimpíadas,
Com olhos clínicos, Sócrates afirma que o futebol atual, o “futebol de resultados”, não tem mais arte e beleza. Especialmente sobre o futebol dos africanos, como o da seleção de Camarões em 1982, ele diz que perdeu a ingenuidade (espontaneidade) no momento em que começaram a importar técnicos estrangeiros. Profissionais importados que o aprisionaram o futebol africano em uma filosofia burocrática. “O ser livre quando preso, não consegue expressar sua arte”…. “Não há mais espetáculo, não há mais arte. É só uma correria desenfreada”, define.
Agora diante das telinhas, ou do campo, ao vivo, para alguns privilegiados, resta torcer muito para que o doutor Sócrates esteja errado em suas previsões, como o próprio torce. Sua declarações são bombásticas e sua capacidade analisar o assunto é inegável.

































